24 de nov de 2010

APOSTILA -BÁSICO DO PATCHWORK

             

 CONTEÚDO 

01- O QUE É PATCHWORK


02- O QUE É QUILT


03-  HISTÓRIA-COMO SURGIU


04-  MATERIAIS


05-  TECIDOS


06-  CORES


07-  ACABAMENTOS


08-  A ESCOLHA DE UM PROJETO


09-  EXECUÇÃO DO PROJETO

10-  GLOSSÁRIO
 




                                 PATCHWORK


O que é patchwork

A palavra patchwork é inglesa, e sua tradução é:

Patch: remendo
Work: trabalho

O patchwork é em resumo, trabalhar com retalhos, ou a arte de reunir retalhos. Através do patchwork podemos fazer colchas, roupas, painéis e tudo que sua criatividade permitir.

Deve se ter cuidado com alguns detalhes antes de iniciar um trabalho em patchwork, e os mais importantes são:

- desenhar a peça e ter em mente suas dimensões
- escolher com atenção os tecidos e as cores que irá utilizar
- habilidade no momento de cortar os retalhos
- precisão na costura

Muitas mudanças aconteceram. Atualmente contamos com inúmeros padrões de tecidos e materiais que auxiliam em sua confecção.

Hoje o patchwork é uma arte admirada e utilizado para diversos fins. Ele pode ser um hobby, uma terapia ou uma forma de ganhar dinheiro.
Um trabalho de patch dura muito tempo. Não se esqueça disso quando estiver planejando um novo projeto. Uma peça pode ter sido feita há séculos ou feita recentemente, mas ela sempre causa empolgação e admiração.

As possibilidades de variação de padrões são ilimitadas e podemos usar o máximo de criatividade em sua realização.


O que é  Quilting


A palavra quilt provém do latim culcita, uma espécie de colchão ou almofadão preenchido com algo macio e quente (assim como penas, lã ou cabelos) e usado para deitar ou cobrir. Quilting, que significa acolchoamento, e Patchwork são parceiros no mundo do artesanato, e têm estado juntos por milhares de anos.
As razões para se fazer um quilt são diversas: eles podem ser simplesmente algo para manter as pessoas quentes; eles podem ser cópias de velhos quilts, celebrando o passado; eles podem brincar com padrões e texturas de tecidos por puro prazer, pelo exercício e pela beleza do resultado
Quilt é a costura, feita à mão ou à máquina, que prende :todas as camadas do trabalho em patchwork.
Existem muitos tipos de quilt:


O Quilt livre, feito sem desenhos ou formas pré-definidas, com um pé de maquina especial, o Big foot, deixa os movimentos - da maquina - livres e pode-se costurar em qualquer direção, sem a necessidade de virar o trabalho.
O Quilting é feito a certa de 0,5mm da costura.
Quilting nas aplicações, feito ao redor da aplicação várias vezes.
Quilt sobre as costuras, quando segue as costuras feitas para unir os tecidos do trabalho.
Quilting com curvas, ideal para quiltar as bordas do trabalho feito com linhas contínuas.
Quilting em tecido liso, feito com pontos de alinhavo formando desenhos. Feito com cor diferente ao do tecido.
Quilt á mão
Apesar de ser um trabalho demorado, este método é o preferido da maiorUse linhas especiais para quiltar
no tom do tecido ou em cores contrastantes.
Dê um nó na ponta da linha e passe-o pela primeira camada do tecido, ficando no centro do sanduíche.
Costure as 3 partes do trabalho, frente, manta e forro, com pontos de alinhavo pequenos, regulares, quiltando sempre do centro do trabalho para as bordas. Se quiser, faça alguns pontos de cada vez antes de puxar a linha. Há muitas pessoas que preferem sair com a agulha no avesso do trabalho e introd
para cima novamente, fazendo um ponto de cada vez.
Para terminar, volte a agulha 4 ou 5 pontos e esconda a linha entre o forro e a manta do trabalho.

   Quilt à máquina




Existem pés de máquina especiais que facilitam o trabalho. São dois modelos, importados, para o quilt reto: o Walking-Foot e para o quilt livre: o Big-Foot.
Você pode quiltar usando o pé normal de sua máquina, porém, esses dois vão facilitar o trabalho.
Quilt reto, o traçado pode seguir as linhas da costura, ficando a 0,5mm dela, fazendo varias linhas por todo o trabalho, sempre em linha reta.

 
Abuse da sua criatividade. Com essas técnicas, que são as mais simples, você pode fazer colchas, almofadas, painéis, porta-retratos, jogos americanos e outras muitas peças.
Depois da peça toda pronta é hora de fazer o enchimento do trabalho. Mas você pode se perguntar: enchimento? Como assim?


Já percebeu que o patchwork tem um aspecto almofadado? Então, é isso que você vai aprender como fazer agora.
Para fazer esse enchimento, ou sanduíche, você deverá usar um tecido para forro e a manta acrílica. A medida é especifica de cada projeto.


•Corte o forro com 3 ou 4 centímetros a mais do tamanho do trabalho.
•Coloque o forro em uma superfície plana e prenda com fita crepe para que não saia do lugar.
•Coloque a manta acrílica, também 3 ou 4 centímetros maior do que o trabalho, por cima do forro.
•Coloque o patchwork por cima do enchimento de maneira que tanto o enchimento quanto o forro
fiquem visíveis pelas bordas.
•Alinhavar as três peças juntas e marcar o local onde deverá ser feita a quiltagem.
•Retire a fita crepe do forro e faça o acabamento com tiras.

 
A História-Como surgiu

Os registros de trabalhos em patchwork são muito antigos. As primeiras evidências são da época dos Egípicios. Existem desenhos nas paredes de cavernas que mostram os faraós usando roupas de patchwork. Também eram utilizadas sobras de tecidos para se confeccionar roupas acolchoadas que eram usadas em baixo das armaduras.
Durante a idade média, na Europa também eram utilizadas sobras de tecidos para se confeccionar roupas acolchoadas que eram usadas como proteção em baixo das armaduras.
No passado o patchwork era feito principalmente pela necessidade de proteger-se do frio. Devido à “escassez” de tecidos todos os pedaços eram guardados e depois costurados para se fazer cobertas para o frio. Essas cobertas eram forradas com lã de animais para ficarem mais quentes. Portanto, a arte de unir retalhos era uma necessidade sendo que sobras de roupas mais velhas eram transformadas em mantas para aquecer toda família. Ele começou a se espalhar em países da Europa como Inglaterra, Itália, França e Alemanha.
Mas foram os ingleses, que fugindo de perseguições religiosas vieram para a América e trouxeram esta arte para o Novo Mundo.
Esses ingleses, que foram os colonizadores dos Estados Unidos, eram um povo de costumes rígidos em que as mulheres deviam fazer trabalhos manuais para que o mal não tivesse espaço em suas mentes. Essas mulheres eram proibidas de sair de casa, a não ser para ir a igreja ou a reuniões de patchwork. Para elas esta atividade se tornou além de um método de sobrevivência, uma válvula de escape da rotina do dia a dia, e sua única forma de expressão criativa. As reuniões eram motivo para convidar as amigas e vizinhas para uma boa conversa enquanto as agulhas trabalhavam.
Em 1846 foi inventada a maquina de costura doméstica que se tornou mais uma ferramenta para este tipo de trabalho. A partir daí o patchwork e quilt passou a ser feito tanto a mão quanto a máquina.
Após a 2a. Guerra Mundial, devido à crise econômica, as mulheres começaram a sair de casa para trabalhar na indústria e no comércio. Nessa época o patchwork ficou um pouco esquecido por algum tempo.
Felizmente, na década de 70, com o movimento hippie o artesanato voltou a ter destaque. A partir desta época foram desenvolvidos diversos acessórios e instrumentos, como réguas e cortadores especiais, que, aliados ao uso da máquina de costura deram mais velocidade ao patchwork e quilt permitindo adaptar este trabalho manual ao agitado ritmo de vida dos dias atuais. Mas não foram

só os acessórios que evoluíram, a indústria têxtil também passou a desenvolver estampas e cores especiais para o patchwork o que tornou infinita as opções de cores e estampas transformando os tecidos em uma espécie de tintas e os quilts em mais que um artesanato, e sim em uma arte.
Hoje em dia os trabalhos de patchwork são feitos não somente com as sobras de tecidos encontradas, mas com tecidos apropriados, fabricados e comprados exclusivamente para esse tipo de trabalho. Realmente o patchowork se tornou uma arte, da mesma forma como um quadro, onde os pedaços de pano são escolhidos como o pintor escolhe as cores e aplicados da mesma forma como o pintor move o pincel sobre a tela, cada um com sua própria forma e técnica.
Atualmente nos Estados Unidos existem museus e galerias de arte especializadas no patchwork e quilt.
Durante a época do Brasil colonial e imperial o patchwork e quilt ficou limitado aos escravos que usavam os retalhos das sobras das roupas de seus senhores assim como roupas velhas para fazer
cobertas e roupas. Foi somente durante a república, e com a imigração européia de italianos, alemães e posteriormente ingleses e americanos que o patchwork passou a ser mais difundido aqui no Brasil.
 DICAS IMPORTANTES:
Aprender e praticar este é o lema de quem quer fazer patchwork.

Sempre esteja atenta a técnica que vai usar.

Comece a fazer patchwork com trabalhos pequenos.

Não dobre tecidos barrados para cortar vários de uma só vez. Os tecidos barrados devem ser cortados um a um.

A exatidão da margem de costura de ¼” é a chave para o sucesso.

Troque a agulha da máquina com freqüência.

Para montagem de um quilting grande, prefira armar o sanduíche e alinhavar no chão, caso não tenha uma mesa grande.

Se tiver uma mesa de vidro e puder usá-la para alinhavar vai sentir a diferença, a agulha “corre” mais e facilita para pegarmos as três camadas do projeto.

Sempre que iniciar um novo projeto, arranje uma caixa grande o suficiente para guardar e organizar os tecidos, os moldes e o livro que você está utilizando.

Antes de começar um projeto procure desenhá-lo e fazer todo um planejamento de estudo de cores.



Materiais –Apresentação e conservação do kit de ferramentas

Os materiais abaixo sitado devem sempre estar a mãos, para não atrazar o andamento da execução dos trabalhos, e logo manter o local do trabalho em total ordem.
Uma das principais peças, nesse seu cantinho, vai ser a mesa, pois nela você irá distribuir as peças do moldes para desenha-lo e para passar para o tecido antes de cortar, apoiar as costuras, conferir as medidas e muito mais. Sua dimensão ideal é de 1,80x0,90m. Deixe livre dos lados, para trabalhar mais comodamente, o tampo da mesa, o tampo da mesa deve ficar nivelado com seu cotovelo, em pé.
Em segundo lugar, vem a máquina de costura, que poderá ser fixa ou portátil, a máquina para execução desses trabalhos pode ser uma máquina simples e antiga pois os pontos essenciais é o reto e o zig-zag.O certo é que se trata de um objeto pesado para ser deslocado para cima e para baixo o tempo todo. Convem portanto, colocá-la numa posição definitiva, de preferência próxima de uma janela, para usar iluminação natural.
O ferro de passar roupas e a tábua são dois objetos imprecendíveis em todas as fazes do ato de costurar. Dê preferencia para ferros a vapor, pois são mais indicados para assentar as costuras. As tabuas de passar oferencem a grande vantagem de serem desmontáveis facilitando o manuseio, e podem ser guardadas num espaço mínimo.


Há materiais que precisam de alguns cuidados especiais na escolha e manuseio:
Placa de corte( ou Map) – Uma placa com marcações em polegadas ou milímetros que é utiliza para facilitar o corte de tecidos sem estar utilizando moldes prontos.
Cortador giratório – Essa peça é uma especie de estilete para tecido, pois ele gira e corta o tecido em varias camadas de uma única vez.
- O papel Carbono – Não devem ser utilizado o papel carbono azul marinho, desses de uso de escritório, porque mancha o tecido e normalmente não saem as manchas com a lavagem. Prefira o branco e o amarelo proprio para tecidos.
A carretilha - deve ser firme e bem segura, para não prejudar o traçado dos moldes.
Reguás e fita métrica – Caso você inicie um trabalho com fita métrica, não misture depois as medidas feitas com reguás, pois as vezes estes instrumentos apresentam pequenas diferenças e ao usar os dois, você terá problemas pois haverá diferenças nas peças.
Cola – deverá ser pastosa, pois as líquidas poderão trazer dores de cabeça caso ocora um acidente e você derrube o frasco.
Moldes – para os moldes utilize papel branco de seda para fazer a cópia, e logo em seguida recorte e cole esse papel sobre um papel cartão cole com cola branca e em seguida recorte que assim você terá um molde para ser usado por muitas vezes.
Alfinetes – ( alfinete de cabeça e alfinete de segurança ) devemos ter os dois modelos de alfinetes o de cabeça que servirá apenas para prender tecidos um sobre ao outro e o alfinete de segurança que vai ser utilizado para poder prender as partes do trabalho para ser costurado definitivamente.

...

Cuidados básicos no trabalho com o patchwork

Devemos ter vários cuidados com material de trabalho:


 Placas de corte e réguas devem ser mantidas sempre em local plano para evitar que empenem, tesouras cortadores devemos guardar em local seguro (principalmente se tiver crianças em casa).
Moldes, riscos e projetos devem ser guardados em uma pasta para não os perdemos, pois fazemos um trabalho hoje que poderemos querer repetir depois.


 Devemos se possível, anotar em um caderno a quantidade, cor de tecido e técnica usada em um trabalho ou por uma pequena etiqueta no verso do trabalho com os dados da peça.


 Tecidos: de preferencia aos 100% algodão (tricoline é o mais recomendado). Devemos lavar com água e sabão neutro e passar antes de usar. Devemos sempre ter em mãos a quantidade de tecido necessário para o trabalho.

 Podemos usar tecidos lisos, estampados, xadrez, listrados, floral, poás, desenhos geométricos ou o que sua imaginação desejar.

 Linhas próprias para quilt e máquina de costura devem ser 100% algodão.


 Sempre que começar um novo trabalho coloque uma agulha nova na máquina isso evitará pequenos furos (por agulha rombuda), o que poderá comprometer seu trabalho final.


 Quando acabar de fazer uma peça, revise todo o trabalho para, verificar manchas, riscos, linhas sem arrematar e etc...


 Faça um saco de tecido de forro para guardar suas peças prontas. Isso ira conservá-la por mais tempo e irá valorizar seu trabalho caso desejar vender sua peça.



Para começar o trabalho, é preciso conhecer todas as ferramentas e materiais

Ferramentas básica para qualquer tipo de costura:

 
Máquina de costurar
 ferro de passar,
 tesoura para tecidos e para papel,
 desmanchador de costuras,
 dedal,
 marcador de giz








Ferramentas exclusivas para patchwork, que são:Carretilha cortante
Régua quadrada de acrílico
Plataforma autocortante
Fita métrica dupla (centímetro/polegada)


Depois de estar com o material já preparado, a segunda etapa é escolher o modelo para fazer o seu primeiro patchwork. Existem muitos desenhos interessantes em livros e revistas para que você copie ou se inspire neles.

Para ter um ritimo de trabalho ideal,um bom sistema é fazer o seguinte;
Antes de iniciar as atividades, coloque diante da mesa e tente imaginar todas as següências do trabalho e o material que irá utilizar:


- Papel para moldes;
- Papel carbono;
- Giz de alfaite ou caneta para tecido;
- Tesouras
-Réguas


- Alfinetes de cabeça e alfinetes de segurança;
- Botões, colchetes, gancho de pressão, presilhas para bolsas etc..
- Fita métrica, reguas e placa de corte;
- Cortador giratório de tecidos;
- Placa de corte;
- Agulha de mão e de maquinas;
- Linhas para costura e linhas para bordados;
- Os tecidos a serem usados;
- Maquina de costura;
- Tabua de passar-roupas e ferro de passar- roupas;


Em seguida organize esses objetos ao seu redor.
Faça isso a cada nova etapa de seu trabalho.
E você verá como seu tempo irá render muito mais!!!
Cestinhas de vime, de papelão, caixas com divisões, potinhos, latinhas, vidrinhos, porta-alfinetes, tudo em enfim, que facilite a organização de pequenos objetos que você deve utilizar.


Organização dos seus aviamentos
Organize seus aviamentos com essas dicas e truques úteis:


- Mantenha um ímã pequeno em sua cesta de costura. Quando agulhas ou alfinetes caem no carpete enquanto você costura é fácil recuperá-los rapidamente com o ímã;
- Agulhas podem enferrujar ou perder a ponta. Retire qualquer ferrugem com um sabão abrasivo ou lã de aço;
- Deixe um pouco de linha na agulha antes de enfiá-la na almofada após a costura. Você poderá vê-la com mais facilidade e a agulha não se enfiará totalmente dentro da almofada;


- Uma barra de sabão pode servir como uma ótima "almofada". Além de acomodar os alfinetes e agulhas, o sabão lubrifica as pontas, fazendo com que deslizem facilmente em tecidos duros;
- Para evitar que as tesouras causem danos a outros objetos em sua cesta de costura, cubra as pontas com os protetores de borracha vendidos para agulhas de tricô;
- Antes de jogar fora roupas que você não usa mais, salve alguns aviamentos reutilizáveis, como zíperes, botões ou bordas decorativas. Isso pode ser útil quando você precisar trocar um colchete;
- Fios de linha parecem mais escuros no carretel, que sobre o tecido. Escolha um fio um tom mais escuro que o material no qual pretende usá-lo.




Tecidos


Definição:
O tecido têxtil é um material à base de fios de fibra natural ou sintética utilizado no fabrico de roupas, cobertura de mesa, panos para limpeza, uso medicinal como faixas e curativos, entre outros. O tecido é fabricado na indústria têxtil. Pano formado pela reunião de fios entrelaçados; conjunto de células de uma mesma estrutura e função.


Fio: elemento básico da trama do tecido.


Fibra: São materiais muito finos e alongados, como filamentos, que podem ser contínuos ou cortados.
Fibra Natural: são as fibras retiradas prontas da natureza,
Fibra artificial: são produzidas pelo homem, porém utilizando como matéria-prima produtos da natureza, como a celulose. As mais comumente usada são a viscose CV
Fibra sintética: são fibras produzidas pelo homem usando como matéria-prima produtos químicos, da indústria petroquímica.



Tipos de Tecido:

Tecidos Naturais: Os tecidos naturais, considerados básicos e clássicos, podem ter três origens, a origem animal (lã e seda);a origem mineral (amianto); e a origem vegetal (algodão, juta, cânhamo, linho e sisal).
Tecidos Sintéticos: Os tecidos sintéticos são fibras produzidas pelo homem usando como matéria-prima produtos químicos, da indústria petroquímica.
Poliéster-Poliamida Acrílico,Viscoses Cetim; Náilon

Diferença entre popeline e tricoline

Você sabia?
Que a diferença entre popeline (dos tecidos importados) e a tricoline (dos tecidos Fernando Maluhy) está no tipo de linha utilizada na tecelagem?
     As popelines são confeccionadas com fio 30 x 30, ou seja, fio mais grosso, sendo tanto o urdume   quanto o fio que cria a trama montados com fios da mesma "bitola"(medida ou modelo, padrão).



As tricolines são feitas com fio 40 x 40 (urdume e trama), o que deixa o tecido com aquele aspectomaisdelicado — porém com resistência e durabilidade similares à da popeline.
Em linhas gerais, qualquer trabalho de tecido é um forte candidato a se transformar em um lindo trabalho em Patchwork. Só que a experiência avisa: use algodão, tricoline, pelo menos nos primeiros trabalhos. Tecidos 100% algodão proporcionam vários benefícios, quando lavados não perdem as características de novos, não desfiam muito, são firmes para costurar, além de haver uma grande variedade de padrões e estampas. Cuidado: você pode ficar viciada em comprar tecidos, pois sempre precisamos daquele que não temos!!
Ah! Não esqueça de lavar, separadamente, seus tecidos antes de usar para não ter surpresas futuras. Se por acaso, algum tecido soltar tinta misture um punhado de sal no último enxague para segurar a tinta no tecido.



O que é Apliquée ou Patchcolagem

Apliquée ou Patchcolagem
Técnica que utiliza de um papel termo colante, vários pedaços de retalhos de tecidos que serão cortados de forma que montem desenhos e são aplicados sob um trabalho liso como exemplo um pano de prato, ou sobre um trabalho de patchwork após essa etapa o trabalho estará pronto para ser quiltado.
Esse é um trabalho simples mais com efeito maravilhoso e com baixo custo e de resultados belíssimos que irão impressionar...
Esse trabalho poderá ser feito a mão ou a maquina.
Essa técnica pode ser utilizada em tudo aquilo que vc imaginar, camiseta, bolsas, chinelos panos de prato em fim em tudo o que sua imaginação mandar.
A ideia que vc você molde, recorte e aplique e faça muita arte....
Para a realização de um aplique se necessita ter em mão os seguintes materiais;
- Tesoura;
- maquina de costura;
- linha e agulha;
- Fibra de silicone;
- Ferro de passar Roupa;
- Molde do desenho que se deseja reproduzir;
- retalhos de tecido;
- e o trabalho a ser aplicado;









Teoria das cores


A cor é o elemento que mais chama a atenção numa peça de patchwork.
O conhecimento da cor é uma boa base para obter ótimos resultados.
Saber combinar as cores e os tons e conseguir uma harmonia entre eles, é um grande passo para quem deseja fazer um bom trabalho em patchwork.

Cores primárias: são cores que não são formadas por nenhuma mistura. Azul, amarelo e vermelho.
Cores secundárias: são as cores formadas pela mistura em parte igual das cores primárias. Exemplos: azul e amarelo é igual ao verde. Azul e vermelho é igual ao violeta. Amarelo e vermelho é igual ao laranja.
Cores terciárias: são obtidas pela mistura das cores secundárias. Englobam as cores quentes e frias. As cores quentes são formadas pelo vermelho, amarelo, marrom e combinações. As cores frias são as formadas pelo azul, verde, violeta e combinações.
Cores complementares: uma cor primária e uma cor secundária são complementares quando não fazem parte da mistura que forma a secundária. Exemplo: vermelho e verde, azul e laranja, amarelo e violeta.
Cores análogas: são adjacentes ou vizinhas no círculo das cores. Fazem uma boa combinação.
Cores acromáticas: são as cores neutras. Branco, preto, cinzas e marfins.
Cores monocromáticas: são a família de determinada cor incluindo tons e sombras. Exemplo: vermelho, magenta, cereja, rosa pink, rosa bebê.




A combinação de cores e estampas é sempre um desafio no patchwork, mas, para lhe ajudar, existem algumas regrinhas básicas!!



Separe os tecidos estampados, aqueles com mais informações de cor – Florais, frutais, bichinhos, casinhas, ursinhos e assim por diante – Dos tecidos lisos e tom sobre tom ( ou textura) – Xadrez, poás, florais de uma tonalidade, manchados com nuances de uma só cor, estampas miudas em tons da mesma cor e assim por diante.

Depois, escolha um dos tecidos estampados e procure as cores desta estampa nos tecidos do segundo grupo e vá reunindo ao redor do primeiro tecido. É importante observar se as cores são bem próximas ( podendo ser tons mais claros ou mais escuros), ou, verificar se estão combinados com o tecido estampado.

O proximo passo é verificar o que chamamos de valor do conjunto de tecidos: um conjunto harmonioso tem tons claros, medios e escuros. È importante dosar o uso desses valores no trabalho para não ter partes muito escuras ou claras. Os contrastes são muito importante para valorizar os motivos.

Esse estudo do conjunto de tecidos que pretendermos usar em um novo trabalho não pode ser feito com pressa: exige certo tempo e atenção. Dele dependerá boa parte do sucesso desse trabalho! É importante testar diversas possibilidades, subistituir aquilo que não nos agrada ou muitas vezes até recomeçar com outra estampa


Teoria da cor
Quando se fala de cor, há que distinguir entre a cor obtida aditivamente (cor luz) ou a cor obtida subtractivamente (cor pigmento).

No primeiro caso, chamado de sistema RGB, temos os objectos que emitem luz (monitores, televisão, Lanternas, etc.) em que a adição de diferentes comprimentos de onda das cores primárias de luz Vermelho + Azul (cobalto) + Verde = Branco.

No segundo sistema (subtractivo ou cor pigmento) iremos manchar uma superfície sem pigmentação (branca) misturando-lhe as cores secundárias da luz (também chamadas de primárias em artes plásticas); Ciano + Magenta + Amarelo.





A COR, elemento indissociável do nosso cotidiano, exerce especial importância sobretudo nas Artes Visuais.

Através da teoria da cor, do uso de várias gamas cromáticas, da sua aplicação e experimentação práticas, irão ser ministrados conhecimentos que lhe permitirão descobrir e explorar por si mesmo o mundo extraordinário da "HARMONIA DAS CORES" e passar a exprimir-se com maior segurança através do cromatismo. Entre tudo cores que combinam ex.rosa e magenta, azul celeste, etc…

Psicologia das cores

Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados, alguns estudiosos afirmam que podem provocar lembranças e sensações às pessoas. Às vezes, as pessoas no ano-novo colocam roupas com cores específicas para, no ano seguinte, ter o que a cor representa.

Ex: se uma pessoa passa o ano novo de verde, ela pode esperar esperança para o ano seguinte. Muitas pessoas passam de branco, esperando a paz.

Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência, sutileza;
Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança, masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva, revolução, "pare";
Azul: harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia, dependência, tecnologia, liberdade, saúde;
Ciano: tranquilidade, paz, sossego, limpeza, frescor;
Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, riqueza, dinheiro, boa sorte, ciúmes, ganância, esperança;
Roxo:velocidade, concentração, otimismo, alegria, felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza, dinheiro;
Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade, feminilidade, desejo;
Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria, resplandecência, dor;
Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo;
Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição;
Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério, azar;
Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação, peso, aspereza.

viés dobre o tecido de forma que a trama fique em direção a ourela.
Observe que Trama e Ourela ficam paralelas

Viés (Vivo) de Acabamento


Para finalizarmos nosso trabalho de patchwork nada melhor que um bom viés (vivo) de acabamento. Existem no mercado vários tipos prontos, mas nada se compara a um viés (vivo) duplo feito combinando com o projeto. 
Primeiro temos que analisar nosso projeto para definirmos se nossas tiras serão cortadas de ourela a ourela ou a 45º, em viés. Se nossos cantos são arredondados com certeza nossas tiras deverão ser cortadas em viés, se tivermos cantos retos podemos cortar a 90º. Como meus cantos não são arredondados, minhas tiras serão cortadas de ourela a ourela.
Definido o sentido do corte, temos que definir a largura da tira, como vamos fazer o viés duplo, o mais comum são tiras de 6 centímetros para um pé de máquina de 0,75 cm (padrão Brasil) ou tiras de 2″ para um pé de máquina de 1/4″ (padrão americano).
A quantidade de tiras deve ser calculada pelo perímetro do quilt mais uma folga para a emenda, uns 30 centímentros a mais são suficientes. 


As emendas das tiras nunca devem ser feitas de topo e sim a 45º.




Faça um risco no canto da tira a exatos 45º:
 
Coloque uma tira sobre outra, lado direito com lado direito, alinhando bem os cantos:
Alfinete:
E costure sobre o risco:
Corte, deixando uma margem de costura de 0,75 cm:
Passe a ferro, abrindo a costura:
Sua emenda deve ficar dessa maneira:
Agora é só dobrar a tira ao meio e passar a ferro:
Prontinho, seu vivo está pronto para ser costurado ao seu quilt e com certeza fará toda diferença no acabamento.




A ESCOLHA DO PROJETO
Depois de você conhecer todos os materiais ferramentas e equipamentos está na hora de começar a escolha do projeto.
Montar um patchwork não significa apenas emendar pedaços de pano. Montar e emendar os blocos um no outro exige uma precisão imensa, tensão constante da linha e um acabamento cuidadoso.
A escolha do tecido é o primeiro passo para o trabalho ter sucesso. Um bom tecido é fundamental para a boa qualidade do trabalho final. Opte por tecidos 100% algodão, pois eles são mais fáceis de cortar, marcar, costurar e passar.
Antes de começar o trabalho, lave os tecidos com água e sabão neutro depois passe bem antes de iniciar o corte. Depois dele pronto prepare para fazer e montar os blocos.


Os blocos mais conhecidos são:
* o bloco simples,
* bloco cerca de barras,
* bloco de nove,
* bloco quadrado de quatro,
* estrela de oito pontas.

Abuse da sua criatividade. Com essas técnicas, que são as mais simples, você pode fazer colchas, almofadas, painéis, porta-retratos, jogos americanos e outras muitas peças.







Glossário de Patchwork

Alguns termos usualmente falados pela comunidade do patchwork 
aplicação (“appliqué”) – É uma técnica em que pedaços de tecidos são aplicados a outro tecido formando uma figura. Eles podem ser costurados à mão ou à máquina, ou “colados” a ferro utilizando papel termocolante.
forro (“backing”) – É última camada de um quilt, na maioria das vezes é um tecido inteiro, sem recortes.
enchimento (“batting”) – É a camada do meio de um quilt, que fornece espessura e calor, normalmente é feito com manta acrílica.
alinhavo (“basting”) – É uma maneira de manter as camadas do quilt juntas durante o quilting para que elas não se movam. O alinhavo pode ser feito usando um ponto de costura à mão ou com alfinetes de segurança, que só serão retirados quando o quilting estiver completo.
viés (“bias”) – É a diagonal de um tecido. Um viés verdadeiro está a um ângulo de 45°em relação à longitudinal e à transversal do tecido. É o fio do tecido que mais cede, portanto devemos ter um cuidado extra ao trabalhar nesse fio.
vivo (“binding”) – É uma tira estreita de tecido, normalmente feita com espessura dupla e cortada em viés. É usada para prender as três camadas do quilt em toda sua volta, dando acabamento.
bloco (“block”) – É a unidade básica do topo de um quilt. Os blocos são normalmente quadrados, mas podem ser de outros formatos: retangulares, hexagonais etc. Eles podem ser lisos (de um tecido só), com aplicação, ou compostos por partes de tecidos costurados juntos para formar um desenho. O topo de um quilt é a combinação de vários blocos.
borda (“border”) – É uma tira de tecido (lisa, com aplicação ou pedaços de tecidos) costurada em volta do topo do quilt. É usada para enquadrá-lo e também acrescentar um tamanho extra.
“fat quarter” – É um pedaço de tecido que mede aproximadamente 18 x 22 polegadas que equivale a 46 x 56 centímetros.
“loft” – É um termo que se refere à espessura e a elasticidade do enchimento do quilt. Uma espessura alta (high-loft) é mais grossa e mais fofa do que uma baixa (low-loft).
“piecing” – É o processo da junção de pedaços de tecidos para fazer um bloco ou uma borda ou o topo do quilt.
“quilting” - É o processo de costurar a mão ou à máquina as camadas do quilt (topo, enchimento e forro) fazendo um desenho para acrescentar beleza ao quilt, mas principalmente manter as camadas juntas.
faixas de união (“sashing” ou “lattice”) – São faixas de tecido que separam os blocos de um quilt, podem ser lisas (de um tecido só) ou compostas por partes de tecidos costurados juntos para formar um desenho.
molde (“template”) – É um modelo feito de plástico ou papel usado para traçar e cortar pedaços de tecidos para piecing, aplicação ou para transferir um desenho para o topo para quilting.
“chainstitching” ou “chaining” ou “chain-piecing” – É uma forma de costurar a máquina vários pedaços de tecidos sem cortar a linha entre eles, os tecidos são colocados na máquina um após o outro, isto acelera o processo e usa menos linha.
quilt livre (“freehand quilting” ou “free motion quilting”) – É o quilting feito à máquina usando suas próprias mãos para guiar o desenho, para fazer um quilt livre é necessário estar usando o big foot e baixar os “dentinhos” da máquina.
canto mitrado (“miter” ou “mitered corner”) – É o ato de unir duas bordas a 45°.
“quilt” – É uma colcha ou um painel feito com a junção das três camadas (topo, enchimento e forro).
“sampler quilt” – É um quilt pieced composto por vários blocos diferentes e não um bloco único repetido.
“set” – É a maneira em que os blocos são posicionados em um quilt. Eles podem estar em linha reta ou na diagonal.
matelassê (“cross-hatching”) – É um tipo de quilting formado por linhas eqüidistantes paralelas feitas nas duas direções formando uma grade de quadrados ou losangos.
“ease” – É o ato de fazer dois pedaços de tecidos de diferentes tamanhos se ajustem na mesma costura. Um pedaço deverá ser esticado para se ajustar ao comprimento necessário. Para fazer, alfinete os pedaços em intervalos até que eles se ajustem, depois os costure.




“feed dogs” – São aqueles dentinhos embaixo da chapinha da máquina de costura que movem o tecido pela máquina. Esses dentinhos devem ser abaixados para fazer o quilt livre.
“four-patch” – É um bloco com duas, quatro ou múltiplos de quatro unidades por bloco.
papel termocolante (“fusible webbing”) – É um papel que ao entrar em contato com calor (ferro quente) se torna um adesivo. Podem ser colantes de um lado só ou dos dois. São usados para estabilizar tecidos finos ou para colar partes de uma aplicação no tecido de fundo.
“fussy-cuting” – É um método de selecionar uma parte do tecido para mostrar um determinado motivo como, por exemplo, uma grande flor. É mais facilmente feito usando um molde transparente que permite que você visualize o motivo dentro do molde e o corte da maneira mais adequada.
trama (“grain”) - É a direção do tecido paralela à ourela (fios verticais) ou perpendicular a ela (fios horizontais). Esses são os sentidos que menos cedem se comparado ao viés.
“strip-piecing” – Criação de desenhos pieced usando tiras de tecido costuradas juntas, cortadas transversalmente e depois costuradas novamente para formar o desenho.
“template-free” – É o método de cortar os pedaços de tecidos utilizando a régua como guia em vez de moldes.
“tied-quilt” – É uma maneira de manter as três camadas (topo, enchimento e forro) juntas utilizando pedacinhos de tecido ou fios em vez de pontos de costura do quilting.
medalhão (“medallion quilt”) – É o topo de um quilt com um motivo central, enquadrado por múltiplas bordas.
motivo (“motif”) – É a imagem usada em um tecido impresso, em um bloco ou em uma aplicação, por exemplo um motivo de coração ou o motivo floral.
morin (“muslin”) – É um tecido liso, normalmente não tingido que pode ser branqueado ou não. Muitas vezes é usado como forro para aplicações ou blocos que posteriormente irão receber outro forro.
“one-patch” – Qualquer topo de um quilt feito apenas com um tipo de figura, como hexágonos, quadrados, triângulos …
“on point” – É um tipo de layout onde os blocos se encontram girados como diamantes, as quatro pontas dos blocos se encontram nas posições 12, 3, 6 e 9 do relógio.
“piece” ou “patch” – É um pedaço de tecido que será costurado a outro para formar um bloco ou ser usado sozinho, como no caso do one-patch.
“patchwork” ou “piecework” – É um termo genérico para o processo de costurar pequenos pedaços de tecidos a fim de fazer um quilt.
sanduíche (“sandwich”) – É o termo utilizado para se referir às três camadas de um quilt (topo, enchimento e forro).
alfinete de segurança (“pin-baste”) – São alfinetes que prendem o sanduíche de um quilt e os mantêm presos durante o quilting, só serão removidos quando o quilting estiver completo.
topo (“quilt top”) – É a camada decorativa de um quilt, fica na posição mais alta. Pode ser pieced, aplicada ou uma combinação das duas, com ou sem bordas.
margem de costura (“seam allowance”) – É a distância entre a linha de costura e o final do tecido. Para os projetos em polegadas equivale a ¼” e para os em centímetros 0,75 cm.
cortador circular (“rotary cutting”) – É um cortador de tecido, parecido na aparência, com um cortador de pizza. Possui uma lâmina circular muito afiada. Usado em conjunto com a régua permite que várias camadas de tecidos sejam cortadas ao mesmo tempo, facilmente, e com grande exatidão.
“walking food” – É um pé de máquina especial utilizado para costurar o sanduíche de um quilt. Ele controla a camada superior (topo) enquanto os feed dogs controlam a camada de baixo (forro).


4 comentários:

  1. Adorei as dicas! Muito obrigada por compartilhar!

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  2. Amei o seu blog estou começando e me aventurando a costurar
    Obrigada msm por dividir os seu conhecimentos.
    Beijos

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